| Ambiente de Usuário? O que é isso? |
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O termo ambiente de usuário aparece em muitos lugares mas pouca gente sabe o que é, apesar de todo mundo usar um. Entenda aqui o que são esses ambientes. Redação Geek
Um ambiente de usuário tipico, também conhecido como "desktop" ou "escrivaninha" por lembrar uma mesa de trabalho. Este pertence ao Windows Vista. Todo computador possui um ambiente de usuário, desde os celulares mais simples até os enormes mainframes das grandes empresas. Mas, apesar de todos usarem (é impossível operar um computador sem um), pouca gente percebe que eles existem. Em poucas palavras, um ambiente de usuário, também chamado de “ambiente desktop” ou simplesmente “desktop”, é o que aparece na tela do PC ou do celular quando o sistema operacional termina de carregar, após a máquina ser ligada. É como se fosse uma “mesa de trabalho virtual” onde estão os ícones, menus e barras de tarefas – ou outra coisa que os substitua. No caso de sistemas operacionais que trabalhem apenas com texto, ainda temos a figura do ambiente, na forma de um determinado grupo de comandos que o usuário pode dar, a sintaxe (modo de escrever) desses comandos e as variáveis que afetam o modo como a máquina reage. Todos os sistemas operacionais para computação pessoal em que um humano precise interagir com o hardware precisam de um.
Um pouco mais complexo e poderoso que o MS-DOS, o shell do Unix é uma mistura de ambiente de usuário e linguagem de programação. O ambiente define as regras de como usar o computador e onde estão as coisas nele, a saber: os programas com que as pessoas trabalham, os dados, documento e informações dessas pessoas e ainda a forma como vão manipular tudo isso. É nele também que estão as ferramentas básicas de administração, como a tela que configura a impressora ou a resolução do monitor. Sistemas operacionais mais antigos, ou ainda os até hoje voltados para a infra-estrutura das empresas, são operados por ambientes em modo texto. Dois exemplos deles são o shell usado no Unix e o Prompt de comando do antigo MS-DOS. Nesses ambientes, que muitos consideram primitivos, é preciso digitar comandos em texto para estimular o computador a fazer alguma coisa.
O Mac OS X, usado nos computadores Apple, carrega até hoje o mesmo espírito da versão 1 do sistema lançada em 1984. Seu ambiente é tão familiar que um viajante no tempo que tenha usado um Apple então não teria dificuldade de usar o atual. O Windows e o Mac OS X possuem ambientes gráficos – ou seja, na tela é apresentada uma imagem que leva os humanos a pensar que estão interagindo com objetos reais, visualmente reconhecíveis e manipuláveis. Esses dois sistemas operacionais possuem apenas um ambiente de usuário cada, exclusivos. Neles, pode-se ter mais de um usuário cadastrado na mesma máquina, cada um podendo ajustar suas preferências e decorações da forma como melhor lhe aprouver, trocando cores, ícones e imagem de fundo de tela. Mas o ambiente de usuário, o software que mostra e administra tudo isso, é sempre o mesmo, impossível de ser substituído. Há sistemas operacionais entretanto, que são abertos e modulares. Dois exemplos são o Linux e o FreeBSD. Para esses sistemas (na verdade, para qualquer variante do Unix) existem dezenas de ambientes diferentes, cada um com um jeito diverso de se fazer as coisas, dando ao usuário a opção de escolher o que mais lhe agrada.
O Gnome é considerado por muitos um ambiente mais simples de usar e mais fácil do que qualquer outro, incluindo seu rival KDE e mesmo o Windows e o Mac OS X. O Gnome (www.gnome.org) é um desses ambientes, um dos dois principais e mais populares e conhecido por ser fácil de usar e pelo ciclo de desenvolvimento estável, com uma nova versão a cada seis meses. O Gnome 3.0, a ser lançado no fim de 2010, será a primeira “reforma geral” do Gnome desde a versão 2.0 em 2002. Isto não quer dizer que está estagnado há sete anos: as mudanças e novidades acontecem de forma incremental, ao contrário do que acontece com o Windows ou o Mac OS X, por exemplo, onde a cada três ou quatro anos uma nova versão muda tudo de uma vez só. Outro ambiente de usuário popular é o KDE (www.kde.org), que tem um paradigma parecido com o do Windows, com um “menu iniciar” e uma barra de tarefas. Até o relógio do sistema está na mesma posição. Mesmo com a semelhança, o KDE não é um mero clone e tem méritos próprios. Alguns de seus programas, como o cliente de emails Kmail e o tocador de mídia amaroK são concorrentes de peso para, por exemplo, o Outlook da Microsoft ou o iTunes da Apple. Além de KDE e Gnome há muitos outros ambientes alternativos para o Unix e Linux, como o XFCE (xfce.org), o Enlightenment (enlightenment.org) e o WindowMaker/GNU Step (windowmaker.org) – este último muito parecido com o ambiente gráfico do sistema operacional NeXT STEP, criado por Steve Jobs quando este foi demitido da Apple nos anos 80.
O MS-DOS, primeiro sistema operacional do IBM-PC, possuía um ambiente de usuário simples, baseado em comandos e variáveis de ambiente.
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